Publicado por: Euclides Neto | 30/04/2013

Sacolas de jornal

Publicado por: Euclides Neto | 06/08/2012

O Problema Econômico

Problema Econômico Leia Mais…

Publicado por: Euclides Neto | 21/05/2012

Trabalho de Negócios Internacionais

Questões de Negócios Internacionais em Biocombustíveis

 

  • O trabalho deve ser feito em grupo de no máximo seis integrantes.
  • A data de entrega: 04/06/2012

 

 1-      Descreva o sistema de fluxo de capital no padrão ouro contemplando o comércio entre o país A e o país B.

2-      Descreva e compare os modelos de Keynes e de White.

3-      Explique o porquê de o acordo de Bretton-Woods não ter dado certo.

4-      Quais os efeitos da Rodada Uruguai sobre o comércio internacional?

Publicado por: Euclides Neto | 02/03/2012

material de ADS – Contabilidade

Tabelas ADS Contabilidade

Publicado por: Euclides Neto | 30/01/2012

Regras vão permitir que casas tenham microusinas

27/01/12 – O governo vai abrir o setor elétrico para a chamada “microgeração” de energia, uma decisão que vai mexer com as regras de fornecimento e distribuição do país. A regulamentação que vai permitir a transformação de cada residência do país em uma microusina de energia elétrica foi formatada pelo Ministério de Minas e Energia (MME) e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Na próxima semana, técnicos da agência farão uma apresentação final da proposta para a diretoria da Aneel. Já em fevereiro, as regras da microgeração devem passar por reunião deliberativa da agência, para então serem publicadas no “Diário Oficial da União”.

A microgeração se baseia na instalação de painéis solares em residências para geração complementar de energia elétrica – a regulamentação da Aneel também vai permitir a instalação de minitorres eólicas, mas o alvo principal são os painéis fotovoltaicos. A mudança permite que o cidadão continue a consumir a energia fornecida pela distribuidora, mas o medidor de sua casa também passa a contabilizar a potência gerada pelos seus painéis solares. No fim do mês, a concessionária de energia abate da conta de luz o volume gerado pelos equipamentos do consumidor.

Numa situação em que a casa de um consumidor chegue a gerar energia excedente, essa potência extra será enviada para o sistema integrado nacional, ou seja, o cidadão passará a “vender” energia. “Quando isso ocorrer, o consumidor terá um tipo de crédito em sua conta, que será abatido no consumo dos meses seguintes”, diz Ivan Camargo, superintendente de regulação da distribuição da Aneel.

Dentro do Ministério de Minas e Energia (MME), a microgeração é vista como aposta decisiva para que a energia solar finalmente decole no país. “Temos projetos de usinas solares em andamento e isso é importante para esse setor, mas realmente acredito que consolidação da energia fotovoltaica se dará por meio dessa geração distribuída”, afirma Altino Ventura Filho, secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do MME.

A trilha aberta pelo governo segue um caminho já percorrido por países europeus como Alemanha, Espanha e Portugal. Para que a microgeração se torne realidade, porém, é preciso que haja adesão do consumidor. O preço é um entrave. A custos atuais, estima-se que a parafernália tecnológica para implantação de um painel solar de 1 quilowatt chega a cerca de R$ 15 mil. “Com essa estrutura, uma residência de consumo médio deixaria de pagar pelo consumo diário de vários itens como TV, geladeira e luz, com exceção de chuveiro e ar-condicionado”, comenta Hamilton Moss de Souza, diretor do Departamento de Desenvolvimento Energético do MME.

O governo acredita que, com a regulamentação do serviço – que terá de ser administrado pelas distribuidoras de energia – a tendência é que o preço dos equipamentos caia bruscamente. Para estimular a adesão da população, o governo deve criar linhas de financiamento específicas para o programa, diz o secretário Altino Ventura Filho. “A ideia é que o cidadão possa pagar um preço pelo equipamento baseado no valor que conseguir economizar em conta de luz”, diz.

Paralelamente à questão regulatória, o MME vai iniciar neste semestre o projeto conhecido como “120 Telhados”, que prevê a instalação de tetos solares em 120 residências espalhadas pelo país. A iniciativa, que conta com apoio da Universidade de São Paulo (USP) e Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), deveria ter começado no ano passado, mas não foi para frente por retenção de recursos. “Agora será liberado um crédito de R$ 4 milhões para que iniciemos esse piloto”, diz Hamilton Moss de Souza, do MME. As distribuidoras de energia vão escolher consumidores para testar diferentes tecnologias de medidores e painéis de energia. Os estudos, que serão analisados mensalmente, devem durar até dois anos.

A expectativa do governo é de que a iniciativa abra as portas para a criação de uma indústria nacional de energia solar. Hoje, quase 100% dos equipamentos vendidos no país são importados. “De um ano para cá temos recebido visitas de empresas da Coreia do Sul, Japão, China, Alemanha e Espanha. O preço dos painéis tem caído consideravelmente a cada ano. Com essas medidas, o governo quer criar um ambiente favorável para que o mercado cresça naturalmente”, afirma Altino Ventura Filho, do MME.

A médio e longo prazo, acredita-se que a energia solar terá o mesmo destino das eólicas. Até cinco anos atrás, as turbinas movidas a vento não faziam parte da matriz energética do país pela baixa competitividade que ofereciam. Hoje, as eólicas são a segunda fonte mais barata de energia, só atrás das hidrelétricas. O preço estimado do MW/h gerado por uma usina solar oscila atualmente entre R$ 300 e R$ 500, enquanto as eólicas já alcançam valores na casa dos R$ 100. Por conta dessa situação, até hoje não foi habilitado um projeto sequer de usina solar nos leilões de compra de energia realizados pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). A única usina solar de geração de energia em escala comercial em operação no Brasil pertence ao empresário Eike Batista. A usina MPX Tauá foi instalada no ano passado no interior do Ceará, a 360 quilômetros de Fortaleza. “A dificuldade da energia solar é que o Brasil vive o paradoxo da abundância energética”, comenta Nivalde José de Castro, coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Gesel-UFRJ). “Mas acredito que essa fonte pode chegar a uma situação semelhante a das eólicas num futuro próximo”

Valor Econômico

Publicado por: Euclides Neto | 26/01/2012

Português arcaico

Quando foi morto rrey Balduc o voador, reynou seu filho que ouue nome Leyr.

E este rrey Leyr nõ ouue filho, mas ouue tres filhas muy fermosas e amaua-as mujto.

E huũ dia ouue sas rrazoões com ellas e disse-lhes que lhe dissessem verdade quall dellas o amaua mais.

Disse a mayor que nõ auia cousa no mundo que tãto amasse como elle, e disse a outra que o amaua tanto como ssy meesma, e disse a terçeira, que era a meor, que o amaua tanto como deue d’amar filha a padre.

E elle quis-lhe mall porem, e por esto nõ lhe quis dar parte no reyno.

E casou a filha mayor com o duque de Cornoalha, e casou a outra com Rey de Tostia, e nom curou da meor.

Mas ella por sa vemtujra casou-sse melhor que nẽhũa das outras, ca se pagou della el-Rey de Framça e filhou-a por molher. E depois seu padre della em sa velhiçe filharom-lhe seus gemrros a terra e foy malladamte, e ouue a tornar aa merçee del-Rey de Framça e de sa filha a meor a que nõ quis dar parte do reyno.

E elles reçeberõ-no muy bẽ e derom-lhe todas as cousas que lhe forom mester e homrrarõ-no mentre foy uiuo, e morreo em seu poder

Publicado por: Euclides Neto | 26/01/2012

Eduardo e Mônica – Renato Russo

Quem um dia irá dizer

Que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer
Que não existe razão?

Eduardo abriu os olhos, mas não quis se levantar
Ficou deitado e viu que horas eram
Enquanto Mônica tomava um conhaque
No outro canto da cidade, como eles disseram

Eduardo e Mônica um dia se encontraram sem querer
E conversaram muito mesmo pra tentar se conhecer
Um carinha do cursinho do Eduardo que disse
“Tem uma festa legal, e a gente quer se divertir”

Festa estranha, com gente esquisita
“Eu não tô legal”, não agüento mais birita”
E a Mônica riu, e quis saber um pouco mais
Sobre o boyzinho que tentava impressionar
E o Eduardo, meio tonto, só pensava em ir pra casa
“É quase duas, eu vou me ferrar”

Eduardo e Mônica trocaram telefone
Depois telefonaram e decidiram se encontrar
O Eduardo sugeriu uma lanchonete
Mas a Mônica queria ver o filme do Godard

Se encontraram então no parque da cidade
A Mônica de moto e o Eduardo de “camelo”
O Eduardo achou estranho, e melhor não comentar
Mas a menina tinha tinta no cabelo

Eduardo e Mônica eram nada parecidos
Ela era de Leão e ele tinha dezesseis
Ela fazia Medicina e falava alemão
E ele ainda nas aulinhas de inglês

Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus
Van Gogh e dos Mutantes, de Caetano e de Rimbaud
E o Eduardo gostava de novela
E jogava futebol-de-botão com seu avô

Ela falava coisas sobre o Planalto Central
Também magia e meditação
E o Eduardo ainda tava no esquema
Escola, cinema, clube, televisão

E mesmo com tudo diferente, veio mesmo, de repente
Uma vontade de se ver
E os dois se encontravam todo dia
E a vontade crescia, como tinha de ser

Eduardo e Mônica fizeram natação, fotografia
Teatro, artesanato, e foram viajar
A Mônica explicava pro Eduardo
Coisas sobre o céu, a terra, a água e o ar

Ele aprendeu a beber, deixou o cabelo crescer
E decidiu trabalhar (não!)
E ela se formou no mesmo mês
Que ele passou no vestibular

E os dois comemoraram juntos
E também brigaram juntos, muitas vezes depois
E todo mundo diz que ele completa ela
E vice-versa, que nem feijão com arroz

Construíram uma casa há uns dois anos atrás
Mais ou menos quando os gêmeos vieram
Batalharam grana, seguraram legal
A barra mais pesada que tiveram

Eduardo e Mônica voltaram pra Brasília
E a nossa amizade dá saudade no verão
Só que nessas férias, não vão viajar
Porque o filhinho do Eduardo tá de recuperação

E quem um dia irá dizer
Que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer
Que não existe razão?

 

Publicado por: Euclides Neto | 21/12/2011

Tecnólogos – Intercâmbios

Quem pode participar?

Estudantes de cursos superiores de tecnologia em áreas e temas de estudo de interesse para o programa Ciência sem Fronteiras.

 Critérios de Seleção:

I. Estar matriculado em curso superior de tecnologia nas áreas e temas prioritários;

II. Ter nacionalidade brasileira;

III. Ter cursado no mínimo um semestre e estar, no máximo, no penúltimo semestre do curso, no momento do início previsto da viagem de estudos;

IV. Apresentar proficiência no idioma do país de destino;

VI. Possuir bom desempenho acadêmico.
Terão prioridade os candidatos que:

  •     Foram agraciados com prêmios em olimpíadas científicas no país ou exterior;
  •     Participam de qualquer programa de iniciação científica com ou sem bolsa;
  •     Foram classificados com nota no Exame Nacional do Ensino Médio – ENEM – de no mínimo 600 pontos.

Áreas Prioritárias

  • Controle e Processos Industriais;
  • Informação e Comunicação;
  • Produção Industrial;
  • Infraestrutura;
  • Tecnologia de Defesa;
  • Produção Alimentícia;
  • Design de Produto;
  • Recursos Naturais;
  • Tecnologia de Segurança Pública; e
  • Saúde.

Benefícios

  •     Mensalidade de bolsa;
  •     Auxílio-Instalação;
  •     Passagens aéreas;
  •     Seguro Saúde.

Duração da bolsa

Até 12 meses, podendo se estender quando for disponibilizado curso intensivo de idioma, sendo até 3 meses destinados para estágio em empresas.

Publicado por: Euclides Neto | 14/12/2011

Ciência Sem Fronteiras – Intercâmbio de Tecnólogos

Ciência sem Fronteiras é um programa que busca promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional. A iniciativa é fruto de esforço conjunto dos Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Ministério da Educação (MEC), por meio de suas respectivas instituições de fomento – CNPq e Capes –, e Secretarias de Ensino Superior e de Ensino Tecnológico do MEC.

O projeto prevê a utilização de até 75 mil bolsas em quatro anos para promover intercâmbio, de forma que alunos de graduação e pós-graduação façam estágio no exterior com a finalidade de manter contato com sistemas educacionais competitivos em relação à tecnologia e inovação. Além disso, busca atrair pesquisadores do exterior que queiram se fixar no Brasil ou estabelecer parcerias com os pesquisadores brasileiros nas áreas prioritárias definidas no Programa, bem como criar oportunidade para que pesquisadores de empresas recebam treinamento especializado no exterior.

Link: http://www.cienciasemfronteiras.gov.br/web/csf/home

Publicado por: Euclides Neto | 13/12/2011

A taxa de câmbio no desequilíbrio fiscal

arte13bra-101-col_dnt-a2

Antonio Delfim Netto, no Valor Econômico

No território ocupado pela Eurolândia (17 países, entre os 27 da Comunidade Europeia que adotaram o euro como moeda), há registro de 25 séculos de graves conflitos. A destruição intermitente de vidas e do patrimônio físico acumulado ao longo desse tempo foi tão grande que justifica qualquer esforço para construir uma organização social que harmonize os interesses das partes e elimine a tentação da arbitragem militar.

A construção da Comunidade é obra política da maior importância, mas extremamente ambiciosa. Pretende estabelecer uma “paz perpétua” num continente construído pelos mesmos homens que deixaram a África há 150 mil anos. Com o tempo foram se separando em grupos hostis, devido à propensão à posse e à defesa do território que ocuparam e tenderam a ampliar. Descobriram há 12 mil anos a agricultura, domesticaram animais e começaram a organizar-se em torno de centros urbanos para obter de forma eficiente a sobrevivência.

Trata-se de uma construção política formidável, mas apoiada numa integração incompleta e controlada por regras insuficientes, o que lhe dá imensa fragilidade econômica. Às vésperas de sua fundação, apoiados em bons princípios teóricos, 150 notáveis economistas alemães num manifesto cáustico condenaram especialmente a prematura introdução da moeda única, o que, no longo prazo, poderia vir a destruir o sonho da comunidade.

Integração monetária não leva à igualdade entre os países

A crise do Lehman Brothers, a recessão americana e a fraqueza descoberta no sistema bancário mundial, acabaram por colocar luz sobre os problemas escondidos na estrutura da Eurolândia, devido: 1) ao simultâneo descumprimento das regras ajustadas em Maastricht; 2) ao fantástico efeito produzido pela credibilidade alemã nas taxas de juros dos papéis soberanos dos outros membros; 3) à expansão do crédito produzida pelo aumento da alavancagem do sistema financeiro, gerado pela crença que dispunha de fórmula segura para a estimação dos riscos; 4) à disposição dos poderes incumbentes de falsificarem a contabilidade; e, por último, mas não menos importante, 5) à “benção” das agências de riscos que, como os bancos centrais, não entenderam o terremoto que se estava construindo.

As dificuldades estavam ínsitas na construção do próprio euro quando se fixaram, em 1999, “para sempre e de maneira irretratável”, as taxas de câmbio dos países-membros, sem integração fiscal verdadeira.

Para entender o que aconteceu de 1999 a 2010, é preciso verificar o que ocorreu internamente no euro, com as taxas de câmbio “virtuais”. Tomemos o próprio euro, que valorizou-se em 12%, e dentro dele a dracma. Como se sabe, a melhor estimativa para a taxa de câmbio real é a relação taxa cambial nominal/custo unitário do trabalho. Em 12 anos, o custo do trabalho na Grécia cresceu 35%. Logo, a taxa “virtual” da dracma foi reduzida de 340,75 para 252,41 (340,75/1,33), para todas as exportações e importações gregas provenientes da própria Eurolândia, valorizando-se, “virtualmente”, 26%.

Nas operações fora da Eurolândia, a dracma valorizou-se, também, 12% do euro, ou seja, passou de 340,75 para 225,36 (252,41/1,12). Logo, a taxa “virtual” da dracma valorizou-se 34%. No período as exportações físicas mundiais cresceram 82%, enquanto as gregas cresceram apenas 52%.

Tomemos a Alemanha. No mesmo período, a variação do custo unitário do trabalho foi de apenas 2%, de forma que a variação do valor do marco dentro do euro praticamente foi nula. Para operações fora da zona do euro, valorizou-se 12%. As exportações físicas cresceram 126% (contra 82% das exportações mundiais)!

O gráfico mostra que, considerada em si mesma, a Eurolândia tem equilíbrio em conta corrente, com dramáticos superávits internos (Alemanha e Holanda) e déficits (França, Itália, Grécia, Espanha e Portugal), pelo menos em parte induzidos pelos desequilíbrios cambiais semeados pela evolução das próprias economias. Como financiar os déficits sem um aumento do endividamento ou uma redução de crescimento?

A integração monetária não leva à homogeneização dos países. Quando não há mais o risco do câmbio, as regiões se especializam e se diferenciam cada vez mais. Quem se expande em bens e serviços não transacionáveis não tem como financiar déficits, a não ser reduzindo crescimento ou aumentando endividamento. O problema cambial escondido na Eurolândia foi causa eficiente da questão fiscal.

Antonio Delfim Netto é professor emérito da FEA-USP, ex-ministro da Fazenda, Agricultura e Planejamento

Older Posts »

Categorias